Cats

Este site foi criado para partilharmos a nossa paixão pelos gatos. Há 9 meses conhecemos o nosso primeiro gatinho o Farrusco e muitas dúvidas surgiram, nunca tínhamos tido um gato e tivemos que aprender muita coisa sobre ele, e são essas informações úteis que nós pretendemos partilhar com os amigos dos gatos.

Quarta-feira, Junho 22, 2005

Bengal



HistĂłria

As primeiras tentativas de se criar gatos híbridos domésticos aparecem nos arquivos do English Cat Fancy. A primeira tentativa documentada de obter animais híbridos a partir do leopardo asiático está relatada no Jornal Científico Belga, publicado em 1934. Em 1941 surge o primeiro registro de animais de estimação originados de gatos domésticos com o leopardo asiático, numa publicação de criadores japoneses.

Até 1960, não há relatos de tentativas em obter híbridos do leopardo asiático. Isto mudou quando começaram a ser importados em larga escala, por sua pelagem spotted, aspecto selvagem e aparente inclinação à domesticação. Entretanto os leopardos mostraram-se avessos a adoptarem hábitos domésticos aceitáveis, o que levou alguns proprietários a buscarem a hibridação, para obter animais de natureza mais confiáveis. Os criadores mais conhecidos na década de 60 foram :
Robert BouldyWiliam Engler Delores NewmanEthel Hauser
Eles limitaram-se basicamente à obtenção de híbridos de primeira geração ( F1 ), porém despertaram o interesse nos Bengals.

No inĂ­cio dos anos 70, outras linhas de sangue surgiram, com :
Gordon Meredith
Ken Hatfield
Judy Frank
Eleanor Schroen
Mary Gepford - Responsável pelos experimentos do Dr. Centerwall , citado mais adiante.
Nenhum destes criadores desenvolveu híbridos além da geração F2.
Durante os anos 60 e 70 não houve quase nenhum esforço em criar uma raça de gato a partir destes primeiros híbridos, mas surgiram alguns clubes com a intenção de promover o desenvolvimento. Estes clubes já chamavam de "Bengal" os gatos derivados de leopardos asiáticos. O termo foi criado por William Engler, membro do Clube do Ocelote de Long Island e um dos primeiros criadores, nos anos 60. O termo deriva do nome científico do leopardo asiático - Felis prionailurus bengalensis.
Três Clubes dessa época, publicaram muitos artigos.
One Califórnia Bengal Club ( fundado por Margareth Lenox em 1970 ) publicou artigo escrito por John e Juleen Jackson intitulado "Aliança para conservação de gatos exóticos".
O Clube do Ocelote de Long Island que reunia um grupo de entusiastas em animais selvagens, tinha 80 membros pertencentes a CFA.
Havia também o grupo que se denominava "Walk on the Wild Side". Todos eles publicaram artigos entre 1977 e 1980, sobre Bengals quanto Safari cats.
O "Bengal-seen Luchsals Fanciers", organizado por Sylvia Miroir em 1977 teve membros espalhados por todos os EUA. Esse Clube criou alguns Bengals de 2a e 3a gerações, registrados na CFA e exibidos em exposições no final dos anos 70.
No início dos anos 80 a CFA permitiu que Bengals fossem registrados. Um infeliz incidente em um Show, envolvendo um híbrido, levou à suspensão pela CFA de registros de todos os gatos que possuíssem sangue selvagem; foi um episódio isolado, em que um Bengal F1 mordeu um juiz e que até os dias actuais nunca mais se repetiu. Nessa época uma nova linhagem surgiu através de Greg e Elizabeth Kent, usando leopardos asiáticos e Egípcia Mau registrados na CFA. Muitos dos Bengals actuais descendem desta linha de sangue.
A era do entusiasmo pela raça iniciou em 1985 quando Jean Mill exibiu seus Bengals - derivados das linhas de sangue de Meredith - em Shows da TICA - The international Cat Association, na categoria "New Breed and Color". Em 1963, Ms. Mill obteve casualmente uma ninhada de um gato macho American Short Hair com uma fêmea de leopardo asiático. Notou que ¾ dos filhotes apresentavam características de pelagem e conformação do Felis bengalensis. O desenvolvimento desta linha de sangue não prosseguiu e sabe-se que não existem mais descendentes desse cruzamento. Em 1975 Jean Mill e o Dr. Willard Centerwall - geneticista, trabalharam juntos no aprimoramento da raça , dando continuidade a cruzamentos de gerações além de F3. Jean Mill conseguiu a atenção do público, apresentando animais atraentes, de fácil manejo doméstico e com baixo percentual de sangue selvagem. Com essa popularidade e o crescimento do número de criadores da raça, surgiu na TICA a "Secção dos Bengal", para a definir os standards da raça. A primeira publicação da TICA com os standards para Bengals foi em 1986 e o primeiro boletim do Bengal publicado em Nov. / Dez. de 1988.
Várias organizações se formaram para promover boas práticas de criação, para divulgar informações precisas e proteger o público de criadores escrupulosos, são elas :
The International Bengal Cat Society ( TIBCS )
Bengal Breeders Alliance ( BBA )
Authentic Bengal Cat League ( ABCL ).

Nos anos 90, como resultado do trabalho árduo e grande dedicação de criadores afiliados a TICA ,o Bengal ganhou o status de raça de Campeonato. Isto aponta à tendência de que o Bengal torne-se reconhecido por todas as organizações. Em Outubro de 1997 a CFA voltou a permitir a exposição de Bengals em seus Shows.
Não há mais do que 50 ou 60 Bengals em todo o Brasil (em 2.001).
Nos EUA há cerca de 5.000 criadores registrados. Estima-se em 30.000 o número de Bengals no mundo inteiro.
Comparando-se esses números aos de outras raças, pode-se dizer que ter um Bengal é um privilégio raro.


MARCAÇÕES
A marcação spotted tabby (leopard spotted/rosetted) mostra os Bengals com as pintas dispostas aleatoriamente ou alinhadas horizontalmente. Este padrão tem como característica pintas escuras e sólidas sobre uma cor de fundo mais clara, sendo preferencialmente com um contraste extremo e muito perceptível. O tamanho das pintas pode variar de um Bengal para outro, mas grandes pintas ou rosetas bem espaçadas são consideradas ideais.Actualmente vários Bengals exibem maravilhosas marcações com rosetas (veja nossos machos e fêmeas) e estas rosetas são formadas por semi-círculos de pintas com o centro distintamente mais avermelhado ou suas variantes. As rosetas aparecem com duas ou três tonalidades de cores e de várias formas tais como: arrowhead , clustered , doughnut ou half-doughnut e paw print . As Rosetas são preferidas e normalmente mais valorizadas que as simples pintas, mas não necessariamente requeridas. O padrão é muito claro e aceita tanto pintas quanto rosetas. É desejável também a presença de uma faixa no queixo, bem como as distintas marcas faciais (máscara) e manchas horizontais formando uma faixa ao longo dos ombros. A barriga deve ser clara ou esbranquiçada com a presença de nítidas pintas escuras (veja nossa fêmea Bungalow Bo Derek). Este padrão ocorre em todas as cores, tais como: Brown , Lynx, Sepia e Mink.


A marcação Marbled, sendo derivado do gene "classic tabby", é caracterizada pela troca do padrão com simples pintas /rosetas para um padrão que dá a impressão de mármore. Deve ser bem diferenciado do "classic tabby ", apresentando estreita similaridade a pequenos "bull's eyes". Este impressionante e exótico padrão "marmorizado",apresenta manchas com distribuição aleatória e preferencialmente de forma horizontal. Este fluxo das manchas é claramente visível quando o gato é esticado ou está em movimento. Influências de marcas "Mackerel " verticais é indesejável e quanto mais horizontal for o fluxo das marcações, melhor. Este padrão mostra uma pelagem exuberante e com três ou mais nuances de cor, ou seja, cor de fundo, marcações escuras e linhas externas e mais escuras que deliniam estas marcações. Também é desejável um extremo contraste, com marcas de formatos distintos, bem desenhados e extremidades bem marcadas. A barriga também deve apresentar uma coloração mais clara e pintas escuras e distintas. Este padrão ocorre em todas as cores, tais como : Brown , Lynx, Sépia e Mink.




Cores
Brown Tabby
Bengals de coloração Brown Tabby são os mais admirados e preferidos pelas pessoas e criadores. Eles realmente parecem verdadeiros "mini-leopardos" e tem marcas escuras (Spot/Rosette/Marble) sobre uma cor de fundo mais clara. Todas as variantes são permitidas, indo do marrom-acinzentado, amarelo, camurça, laranja, dourado, castanho e bronze. No entanto, dá-se preferência a coloração com um alto grau de rufismo tendendo ao amarelo, laranja ou bronze. As marcas podem ser verdadeiramente pretas (veja nossos machos Millwood Oliver e Bungalow Giorgio), marrons, bronze, chocolate ou canela. São desejáveis marcas mais claras (esbranquiçadas) ao redor dos olhos, na região de inserção dos bigodes, queixo, barriga e partes internas dos membros anteriores e posteriores. A parte externa dos olhos, lábios e nariz devem ser preferencialmente delineados de preto. O nariz deve apresentar uma coloração vermelho-tijolo, principalmente nos exemplares de pelagens mais claras e as almofadas das patas e a ponta da cauda devem ser pretas.


Seal Lynk Point, Sepia e Mink Spotted Tabby Bengals
Os Bengals "Snow" sĂŁo referidos muitas vezes pelos criadores como " Leopardo-das-neves " e apresentam trĂŞs cores geneticamente diferentes:

Seal Lynk Point - Apresentam uma cor de fundo muito clara, que pode variar do marfim à cor creme. A marcação varia entre marrom-seal profundo , cinza-escuro, marrom-claro, bronze ou camurça. Devem haver pequenas diferenças entre a cor das marcas do corpo e a cor das marcas das patas, cauda e orelhas. �reas mais claras ao redor dos olhos, região de inserção dos bigodes e queixo, são desejáveis. A cor dos olhos deve ser de um bonito e intenso azul.

Seal Sepia Tabby - Apresentam uma cor de fundo que varia do creme ao bronze-claro, devendo exibir um padrão claramente visível. As marcações apresentam uma coloração com nuances de marrom, indo até a cor escura de chocolate amargo. Deve haver pequena ou nenhuma diferença entre a cor das marcações do corpo e a cor das marcações das pontas. �reas mais claras ao redor dos olhos, região de inserção dos bigodes e queixo, também são desejáveis. As almofadas das patas devem ser de cor marrom-escura e a ponta da cauda de cor chocolate amargo (dark seal sepia) . A cor dos olhos pode ser dourado, amarelo-esverdeado ou verdes.

Seal Mink Tabby - A cor Seal Mink é uma combinação dos genes de Siameses e Burmeses. Apresentam uma cor de fundo que varia do marfim para o creme, com marcações de tonalidade marrom-médio. A ponta da cauda deve ser de cor chocolate (dark Mink) e estes gatos apresentam olhos de cor azul-esverdeado.

AN�LISE DE PARTES ESPECÍFICAS DO GATO

CABEÇA :
Forma : Larga, cuneiforme, com contornos arredondados. Mais comprida que larga. Tamanho : Algo pequena, proporcionalmente ao corpo, nĂŁo tomada esta regra ao extremo. Perfil : Testa levemente curvada . A ponte do nariz Ă© larga, vista de frente, estendendo-se acima dos olhos; vista em perfil Ă© suavemente cĂ´ncava.

Nariz : grande e largo; couro do nariz aveludado.

ORELHAS :
Tamanho : Médio a pequeno, basicamente orelhas curtas, com base larga e pontas arredondadas.
Implantação : Implantadas mais para a lateral que para o topo da cabeça, acompanhando o contorno da face na visão frontal e apontando para a frente na vista de perfil .


OLHOS :
Formato : Ovais, mas podem ser levemente amendoados. Implantação : Implantados afastados entre si, não projectados na face, discretamente oblíquos na linha de implantação das orelhas.

PESCOÇO :
Tamanho : Espesso e musculoso, grande em proporção a cabeça. Extensão : Longo e proporcional ao corpo.

CORPO :
Formato : Longo e sólido, mas não tendendo ao oriental. Tamanho : Médio a grande, mas não tão grande quanto os maiores gatos domésticos. Ossatura : Larga e sólida, nunca delicada.
Musculatura : Muito musculoso, especialmente nos machos; uma das características mais marcantes, que os distingue de outras raças.

PERNAS :
Comprimento : Médio, as traseiras discretamente mais compridas que as dianteiras. Ossatura : Larga e sólida, nunca delicada. Musculatura : Pernas muito musculosas, como o corpo.

PÉS :
Tamanho : Grandes Formato : Arredondado.

CAUDA :
Formato : Espessa, listrada, culminada com ponta preta. Tamanho : Médio a grande. Comprimento : Médio.

PELO :
Comprimento : De curto a médio. São aceitos pelos um pouco mais longos em filhotes. Textura : Espessa, sumptuosa e extraordinariamente macia ao toque.



Segunda-feira, Junho 20, 2005

As Principais Doenças Infecciosas

A Coriza

Sob esta designação existem duas viroses responsáveis por sintomas idênticos, associados a patologia do sistema respiratório. A infecção por calicivírus ou por herpesvírus pode provocar lesões irreversíveis na mucosa respiratória com uma desidratação generalizada intensa, podendo levar à morte dos pequenos gatinhos.
Os gatos infectados já na idade adulta, tornam-se portadores crónicos deste vírus.

A Panleucopénia

É uma doença viral provocada por um parvovírus, que origina uma leucopénia muito importante (diminuição do número de glóbulos brancos), bem como uma diarreia aguda. Pode levar à morte dos pequenos gatinhos e na fêmea gestante, pode provocar malformações irreversíveis nos fetos.

A Leucose

É uma das principais causas de morte no gato. Esta doença, provocada por um retrovírus, pode estar relacionada com uma situação de anemia, aparecimento de tumores ou leucemia. Um despiste sanguíneo prévio à vacinação é aconselhado para uma melhor avaliação do estado do animal.

A imunodeficiĂŞncia Felina

O Retrovírus da Imunodeficiência Felina (também designado por FIV, abreviatura anglo-saxónica) foi descoberto em 1986, não existindo no entanto, actualmente, qualquer vacinação disponível para proteger os gatos contra esta doença, que se transmite quase exclusivamente por mordeduras.

A Raiva

A doença é provocada por um rabdovírus e transmitida por mordeduras. A vacinação anti-rábica dos gatos, em Portugal, não é uma medida sanitária obrigatória.

A Peritonite Infecciosa Felina

Descoberto em 1960, o coronavírus felino provoca uma situação patológica grave – a peritonite infecciosa felina, associada a diarreias mas com uma sintomatologia muito variada (perda de apetite, emagrecimento, aumento do volume abdominal com acumulação de líquidos, alterações respiratórias). Os testes de diagnóstico não permitem a distinção entre o coronavírus responsável por diarreias vulgares e o coronavírus responsável pela peritonite infecciosa felina, propriamente dita. Só o seu veterinário poderá interpretar os resultados obtidos no laboratório, em função do exame clínico que realize no seu animal e do seu conhecimento preciso das condições em que o seu gato se encontra.

A Clamidiose

Esta doença, provocada por uma bactéria, é caracterizada por conjuntivites severas e por vezes, alterações pulmonares profundas. Em Portugal existem inúmeras estirpes desta bactéria, tornando-se difícil a identificação precisa do agente responsável pela doença.

A Toxoplasmose

É uma doença parasitária na qual o gato pode actuar como um dos hospedeiros do parasita (assim como o porco e a ovelha). Os últimos estudos científicos demonstram que, respeitando as seguintes regras, o risco de transmissão do gato ao homem, é nulo:

- nĂŁo alimentar o seu gato com carne crua ou mal cozinhada,

- eliminar, diariamente, as matérias fecais do caixote,

- jardinar sempre com luvas calçadas,

- ferver a água não potável sempre antes da sua utilização,

- desparasitar regularmente o seu animal.

O que Ă© bom saber


Os dados FisiolĂłgicos

Temperatura rectal 38-38.5ÂşC
FrequĂŞncia RespiratĂłria 10 a 20 movimentos por minuto

Pulso:
Gato adulto 110-140 / minuto
Gato Jovem 180-200 / minuto
Cios Regra geral 2 4 vezes / ano
Duração média – 10 a 12 dias
Período favorável à cobrição Durante o cio
Duração da gestação 58 a 71 dias

Idade média da puberdade:
Machos 7 a 12 meses
FĂŞmeas 6 a 8 meses

Vacinação e Dasparazitação dos Gatos

O Veterinário
O Médico Veterinário é a única pessoa habilitada para prestar os cuidados médicos essenciais à saúde e ao bem-estar do seu animal. Escolher um veterinário é uma tarefa árdua, pois muitos factores são ponderados; desde aspectos financeiros, de localização e até relações de amizade. Tente sempre optar, na medida do possível, por um veterinário perto de casa, que tenha um serviço de atendimento de 24 horas e que possua boas referências. A sua relação com o profissional de saúde animal deve ser consolidada com base na confiança e no respeito mútuo. Afinal, será ele quem irá vigiar a saúde do seu melhor amigo.

A Desparasitação e a Vacinação
Ser dono de um animal implica também que haja a garantia de que ele não se infecte, nem transmita doenças a outros animais e, por vezes, até a humanos. Assim, é essencial que o animal seja desparasitado e devidamente vacinado.

Desparasitação
Todos os animais devem ser desparasitados no mínimo de 6 em 6 meses e, caso estejam em contacto permanente com outros animais, ou em locais possivelmente infestados, deverá esta ser de 4 em 4 meses. Este simples acto pode prevenir o estado grave em que animais não desparasitados poderão ser encontrados. Há também alguns parasitas que poderão ser transmitidos ao homem, sendo este um motivo de extrema importância para desparasitarmos os nossos animais. Caso haja crianças em casa, também elas (e muitas vezes também nós próprios) deverão ser desparasitadas sob a orientação do seu médico de família. Cumpra sempre e com rigor o prazo de desparasitação que o médico veterinário assistente recomendar.

Vacinação do Gato
Há quem diga que "o gato tem sete vidas", mas se não houver os devidos cuidados, arrisca-se a que o seu gatinho nem à "segunda vida" chegue! Os gatos e gatinhos também devem ser vacinados. As vacinas recomendadas são as que protegem contra: a panleucopénia (gastroenterite), a coriza (a vulgarmente chamada gripe dos gatos) e, caso o médico veterinário recomende, a leucose felina. Tal como com os cães, a revacinação é anual, de modo a manter a validade das vacinas. A vacina da raiva também poderá ser administrada a partir dos 4 meses, tal como nos cães. No entanto, nos canídeos, a vacinação anti-rábica é obrigatória, enquanto que nos gatos esta não é obrigatória.

Maine Coon


HistĂłria
O Maine Coon é a mais velha raça de gato nativo americano de pelo longo e foi reconhecida como raça em Maine onde era famoso pela sua capacidade de caçar ratos e de tolerar climas rigorosos. Há várias lendas para explicar sua origem. Uma bastante conhecida, e impossível do ponto de vista biológico, é que o Maine Coon tem suas origens em cruzamentos entre gatos selvagens, domésticos e guaxinins (Principalmente pela cauda do Maine Coon lembrar a do guaxinim). Outra teoria seria a origem no cruzamento de seis gatos que Maria Antonieta enviou para Maine quando pretendia fugir da Revolução Francesa. Entretando, o mais aceito hoje em dia é que o Maine Coon foi originado de cruzamentos entre gatos de pelagem curta e gatos de pelagem longa a exemplo do Angorá introduzido nos EUA ppor marinheiros ingleses ou outra raça de pelo longo introduzida nos EUA pelos Vickings. Os primeiros registros de um Maine Coon datam de 1861. Mas, com a chegada dos Persas nos EUA, em 1900, o Maine Coon foi perdendo espaço e só reconquistou sua popularidade por volta de 1950. No entanto, atualmente a característica que mais chama atenção no Maine Coon é sua afetividade e inteligência. Apesar de ser um gato afetuoso que adora a companhia do dono, o Maine não é dependente. Uma frase, num dos artigos que lemos para escrever esse texto, que nos chamou atenção foi: "O Maine Coon vai ser seu companheiro, seu amigo, seu colega mas dificilmente vai ser seu bebê.". Maines são ótimas companhias para crianças e se dão muito bem com cães. O Maine sempre foi admirado pela sua beleza mas é o tamanho que realmente chama atenção. Há relatos de machos não castrados que atingiram mais de 12 kg e um comprimento superior a 70 cm. No entanto, a média é 9 kg com 60 cm de comprimento. Fêmeas são menores que os machos e a raça característicamente apresenta uma maturação lenta a maioria só atinge seu tamanho total aos 3 ou 5 anos de idade. Ao longo dos anos, associacões de criadores foram percebendo que animais cujo o peso excedia os 11 quilos freqüetemente apresentavam problemas físicos como desvio de jarrete e e prognatismo aliados a problemas de saúde como displasia coxo-femural. Naturalmente, animais que excediam esse peso foram ficando mais raros e hoje em dia praticamente não se vê mais Maines com mais de 12Kg.
Descrição: Estrutura sólida e proprocional, pelagem longa e abundante, afetuoso e com grande capacidade de adaptação. As características mais importantes são a forma da cabeça e do corpo e a textura da pelagem.

Cabeça:
Média no que diz respeito a largura e comprimento. Focinho quadrado sendo que deve ter alguma tolerância ao alargamento em machos. Maçãs do rosto altas. Nariz de médio comprimento com um leve curva concava e sem abaulações. Queixo firme alinhado com o lábio superior e nariz.

Olhos:
Grandes, profundos e com inserção oblíqua. Quanto a cor, aceita-se tonalidades de verde, castanho ou cobre. Apesar de que os gatos brancos podem ter os olhos azuis. Não há relação entre a cor do olho e a cor da pelagem. Olhos claros é sempre uma característica desejável.
Tronco:
Musculoso de tamanho médio a largo, peito largo com todas as partes proporcionais dando uma aparência retangular. Quando visualizado de trás, há definitivamente um aspecto quadrangular. O pescoço é médio a longo.
Membros:
Pernas grandes, de inserção larga que contribuem para o aspecto retangular. Patas largas, arredondadas com abundância de pêlos formando tufos. Cinco dedos nas dianteiras e quatro nas traseiras.
Cauda:
Longa, equivalente em comprimento ao corpo. Na base Ă© larga e depois vai se estreitando. A pelagem Ă© cheia, longa e solta.
Pelagem:
Os pelos nos ombros sĂŁo curtos e vĂŁo aumento gradualmente de tamanho a medida que se aproximam das costas e dos lados culminando com uma pelagem longa e densa principalmente na regiĂŁo ventral . A pelagem Ă© macia mas encorpada e tem um caimento suave.
Cores:
Cores reconhecidas são branco, preto, azul, vermelho e creme com variações de padrões como o Prata, Tabby.
Desqualificações:
Extrabismo, número incorreto de dedos, cauda quebrada, pelagem que demonstre mestiçagem como uma pelagem sólida marrom.
Faltas: Estrutura óssea delicada, patas sem tufus de pelos, pelagem curta, nariz com abaulações, focinho pequeno e arredondado.
Cuidados Gerais: Grande parte dos criadores recomendam uma ração seca de alta qualidade. A maioria dos gatos não apresentam tendências a obesidade.Porém, gatos de meia idade (Entre 5-10 anos) estão mais propensos a apresentarem problemas de peso que podem ser controlados por uma dieta de baixa caloria. Maines bebem muita água. Deve-se manter uma boa quantidade de água limpa e fresca sempre a disposição deles. Maine também apresentam uma certa facilidade em ser treinados para aceitar coleira e guia. São animais de hábitos e por isso facilmente treinados associando a atividade a algo que eles querem.
SaĂşde:
Indíviduos dentro de uma mesma raça têm características genéticas em comum. Algumas desordens genéticas parecem ser mais comuns em uma determinada raça. Isso acontece com os Maine Coons no que diz respeito a distrofia coxo-femural e cardiomiopatias que podem produzir desde um sopro no coração até um problema mais grave.

Domingo, Junho 19, 2005

Wood Elf


Informação e fotografia retirado do site http://www.woodelfcats.com/
HistĂłria
Este felino é conhecido como o gato encantado das florestas escandinavas. É uma raça antiga com ocorrência natural, originária dos bosques e fiordes da Noruega, onde foram domesticados e chamados de Norsk Skogcatt.Foi considerado o gato sagrado dos Vikings que acompanhavam os marinheiros durante as suas expedições para proteger os porões dos ratos, assim desembarcaram em Inglaterra, França, na Sicília e até na América Setentrional.Progressivamente, o gato dos bosques deixou de ser selvagem e tornou-se num animal de quinta. Por volta e 1830, alguns criadores noruegueses iniciam um programa de selecção para preservar este animal e aliar a rusticidade à beleza da sua pelagem.
Foram apresentados alguns espécimes numa exposição realizada em Oslo. A raça foi reconhecida em 1972, e em 1975 apareceu o primeiro clube de raça e o primeiro standard. A F.I.Fe só a reconheceu em 1976. Foi redigido um standard oficial, o qual foi posteriormente modificado para evitar qualquer confusão com o Maine Coon.Contudo os registos mais antigos desta raça remontam a 1599, onde foi classificada pela primeira vez pelo eclesiástico e naturalista norueguês Peter Clauson Friis. Nessa altura foi considerado como uma espécie de lince devido às suas parecenças.Os primeiros espécimes chegaram à Alemanha e aos Estados Unidos em 1979, à Grã-Bretanha em 1980 e finalmente à França em 1982. Esta raça obtém muito êxito nas exposições. A sua aparência selvagem, beleza natural e robustez, são caracteristicas muito apreciadas.
Comportamento e Personalidade
Um selvagem tranquilo com pelagem longa e espessa. Este gato, muito seguro de si, caracteriza-se por uma grande estabilidade temperamental. Sociável, de carácter fácil, calmo mas também brincalhão. Muito independente, resistente e corajoso, sempre atento e pronto a defender o seu território. A sua voz é doce mas trata-se de um gato rústico, robusto, desportivo, com uma flexibilidade surpreendente, é um trepador nato e excelente caçador. Devido às suas capacidades trepadores, gostam de se instalar em locais altos, não tendo qualquer dificuldade em descer. Sendo uma das suas particularidades o facto de descerem de cabeça para baixo.
CaracterĂ­sticas
Estes gatos tiveram de se adaptar ao rigoroso clima da Escandinávia e, como tal desenvolveram uma espessa pelagem dupla, isolante e impermeável. Os gatos mais escuros tem menos pelo que os mais claros, porque não tem tanta necessidade de guardar o calor. Por sua vez os mais claros tem uma pelagem mais cheia com mais sub pelo. Algumas cores alteram de mais claro para mais escuro conforme as estações do ano. Nos meses mais frios, a sua pelagem torna-os majestosos, no entanto, com a chegada da primavera perdem o imponente manto de pelo, para assim, poderem suportar o calor do verão que se aproxima.A sua manutenção é fácil. Deve ser penteado e escovado com regularidade para evitar a formação de nós. Durante a muda, que é bastante significativa, deve ser escovado diariamente. O ideal seria que o animal pudesse dispor de um grande jardim, uma vez que a sua pelagem fica mais bonita quando o gato vive no exterior. Se viver num apartamento, torna-se indispensável adquirir uma árvore de gatos, devido ao seu gosto por trepar.A sua maturidade, muito lenta, só é alcançada entre os 4 e os 5 anos de idade.Peso: de 3 a 9 kg. Os machos podem chegar aos 10 kg. As fêmeas podem ser consideravelmente mais pequenas do que os machos.
Standard
Cabeça: Forma triangular, com um comprimento idêntico à largura. Fronte achatada. Perfil direito, sem "quebra". O focinho acompanha a linha da cabeça, sem "pinch". Queixo firme, mais quadrado do que redondo, mas nunca pontiagudo.
Orelhas: Medianamente grandes, largas na base, bastante abertas e ligeiramente arredondadas nas extremidades. Bastante espaçadas, inserção na zona lateral da cabeça, de tal forma que a base da orelha acompanha a linha que vai da cabeça ao queixo. Revestidas internamente por pelos longos. As extremidades tipo lince (Lynx tips) são desejáveis.
Olhos: Grandes, amendoados, ligeiramente oblĂ­quos. SĂŁo aceites todas as cores, mas as mais apreciadas sĂŁo o verde e o dourado.
Patas: Medianamente compridas, musculosas, direitas. As patas posteriores são mais compridas do que as anteriores, elevando o lombo acima dos ombros. Estrutura óssea forte. Coxas bastante musculosas. Pés grandes, redondos, com tufos de pelos compridos nas regiões interdigitais.
Cauda: Comprida, erecta, podendo tocar no pescoço. Larga na base, hirsuta, afilando na extremidade.
Pelagem: Dupla de pelo semi-longo e sub-pelo muito espesso e lanoso. O pelo de cobertura é liso, lustroso, oleoso e impermeável. A pelagem é irregular, mais curta nos ombros, tornando-se progressivamente mais comprida no dorso e flancos. Um gato com o pêlo completamente desenvolvido fica com um colar no peito. O tipo e a qualidade do pêlo são muito importantes sendo a cor e o padrão aspectos secundários. Todas as cores são reconhecidas, excepto o cinnamon, fawn e o padrão Burmês, lilás, roxo, chocolate e as marcas colorpoint. É aceite qualquer porção de branco.
Condição física: Gato em estado de alerta, firme, musculoso.
Defeitos: Gato excessivamente pequeno, frágil. Corpo “cobby “, demasiado comprido. Cabeça redonda ou quadrada. Perfil com “quebra”. Orelhas pequenas. Olhos pequenos ou redondos. Patas e caudas curtas. Estrutura óssea demasiado delicadaPelagem seca.